Secretarias de unem para gerenciar ações do Canal do Sertão

Foto: Neno Canuto
Pelo grau de importância, três importantes pastas do governo estadual se uniram, nesta segunda-feira, 9, para pôr pra frente ações executivas que dêem encaminhamento as obras do Canal do Sertão. Ficou definida a criação de uma comissão emergencial composta pelas secretarias de Estado de Recursos Hídricos e Meio Ambiente; Infraestrutura; e Agricultura, Pesca e Aquicultura, para resolver as principais dificuldades apresentadas atualmente pela obra.

De acordo com o facilitador da reunião, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, um projeto estruturante como o Canal do Sertão, precisa atingir o objetivo pelo qual foi construído.

“O Canal do Sertão tem uma engenharia espetacular, tem muitos órgãos envolvidos. Ficamos encantados ao visitá-lo. No entanto, ele está sem gestão. Isso significa que aquela região, tão necessitada, precisa retomar a sua finalidade: levar água aos sertanejos e tornar àquelas terras produtivas”, explicou Farias.

Para o secretário de estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, a segurança e limpeza estão precárias, além dos equipamentos, ao longo dos 68 km do Canal, também não estarem funcionando a contento.

“Nós fomos in loco e vimos animais, carroças e crianças circulando em torno da obra. Isso é preocupante. Entendo que precisamos da união dos outros órgãos envolvidos, pois trata-se de uma política de Estado. Em outros locais, a exemplo do Ceará, existem comitês e empresas específicas para gerenciar os canais. Hoje estamos dando o pontapé inicial para isso acontecer”, ressaltou o secretário Alexandre Ayres.

Decreto

O governo passado elaborou um texto, que dispõe sobre a administração do Canal do Sertão. Essa minuta institui a Semarh como responsável. No entanto, neste primeiro momento, além da pasta do Meio Ambiente, a Infraestrutura e a Agricultura também farão parte da comissão, que vai estudar os artigos do documento. “O comitê vai ser bem restrito agora, e os outros 10 órgãos serão pastas de apoio e terão um papel consultivo”, adianta Farias.

O tenente coronel PM Duarte, responsável pelo Batalhão Ambiental, adianta que a segurança, para ser minimamente eficaz, deve aumentar a quantidade de efetivos e desenvolver a infraestrutura da base de fiscalização no local. “Viaturas estruturadas e pelo menos 8 homens, em turno de rodízio, para acontecerem corretamente”, explica o oficial.

Os titulares das pastas envolvidas devem se reunir ainda esta semana para estudarem a minuta do decreto e marcarem o próximo encontro, que aí sim, será deliberativo.

Por: Agência Alagoas 

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