Com honras militares, corpo de Divaldo Suruagy é sepultado

Viúva se despede de ex-governador Divaldo Suruagy (Foto: Larissa Vasconcelos/G1)
Fotos: Larissa Vasconcelos/G1
O corpo do ex-governador de Alagoas Divaldo Suruagy foi sepultado no final da tarde deste domingo (22), no Cemitério Parque das Flores, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. O corpo foi velado durante toda a manhã no Museu Palácio Floriano Peixoto, no Centro, de onde partiu um cortejo conduzido pelo Corpo de Bombeiros até o cemitério.
O caixão com o corpo de Suruagy, transportado em carro aberto do Corpo de Bombeiros e percorreu a Avenida Fernandes Lima.
O corpo foi enterrado no jazigo da família, com honras militares, com salvas de tiros, presença da banda de música da Polícia Militar e sob aplausos. "Ele dizia que Alagoas era nossa nação e tudo o pudermos fazer por nosso Estado ainda é pouco", disse o irmão do ex-governador, Divani Suruagy.
Ex-governador Divaldo Suruagy é sepultado com salva de tiros (Foto: Larissa Vasconcelos/G1)Suruagy morreu aos 78 anos no fim da tarde de sábado (21), vítima de câncer no intestino. Ele lutava contra a doença há meses e, em agosto de 2014, foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor.
Após passar mal em seu apartamento, ele foi socorrido ao hospital, mas já chegou em óbito à unidade de saúde. O ex-governador deixou viúva e quatro filhas.
O senador Benedito de Lira (PP) diz que ficou muito triste com a notícia porque ele e Suruagy eram amigos há mais de 30 anos. "Há 20 dias estive na casa dele e ele estava sorridente, mas muito fraquinho. Foi um homem que deu dignidade à política de Alagoas. Sempre que precisei ele me dava conselhos, todos para o bem, nuca para vingança", lamenta.
Divaldo Suruagy é enterrado no Cemitério Parque das Flores (Foto: Larissa Vasconcelos/G1)O governador Renan Filho (PMDB) compareceu ao Museu onde o corpo do ex-governador foi velado e ao enterro no Parque das Flores. "É com muita tristeza que Alagoas recebe essa notícia da morte de Suruagy. Ele foi muito importante para a política e nos deixou um grande legado. Abrimos o palácio para que ele fosse velado onde merecia", afirmou.
O ex-governador Guilherme Palmeira, também pai do atual prefeito de Maceió, Rui Palmeira, reforça que Suruagy é um exemplo político. "Nunca vi Divaldo se dirigir a nenhum adversário. Nunca vi ele com marca de mágoa ou ódio", relatou.
Dezenas de pessoas compareceram ao velório. O cantor e amigo Carlos Barbosa foi um dos que chegaram ao Palácio nas primeiras horas deste domingo para prestar a sua última homenagem a Suruagy.
Barbosa conta que os dois mantinham amizade há décadas e que a notícia o deixou bastante abalado."Ele era um homem maravilhoso e gostava muito do meu trabalho. São 20 anos de amizade e infelizmente ele se foi".
Durante o velório de Suruagy, no Museu Palácio Floriano Peixoto, no centro de Maceió, Mônica, uma das quatro filhas dele, falou sobre a vida política do pai, sobre suas ações à frente do estado e lamentou a perda após meses de luta contra um câncer.
"Ele fez grandes obras, fez rodovias e interligou municípios à capital. Ele tinha orgulho de ser o governador que mais construiu casas. Era torcedor fanático do CRB e chegou a ser presidente do clube", afirmou emocionada a filha do ex-governador.
O cunhado da irmã do ex-governador, confidenciou uma conversa que teve com Suruagy dias antes da sua morte. "Ele nunca fez mal a ninguém. Esses dias ele me disse que não sabia qual mal tinha feito para esta sofrendo tanto", lamenta.
Histórico

Divaldo Suruagy nasceu no dia 5 de março de 1937. Era natural de Lajedo/PE, bacharel em história e ciências econômicas pela Universidade Federal de Alagoas. Ele foi funcionário público da prefeitura de Maceió, onde chefiou a Divisão de Impostos Prediais e Territoriais, presidente da Central de Abastecimento S/A (CEASA) e da Companhia de Silos e Armazéns de Alagoas.

Iniciou sua vida política ainda no governo de Luiz Cavalcanti, onde foi secretário de Fazenda. Foi eleito prefeito de Maceió pelo PSD em 1965, deputado estadual e líder da bancada em 1970, no governo de Afranio Lages.
De acordo com informações do Gabinete Civil, assumiu o governo de Alagoas em março de 1975, por meio de eleição indireta, indicado pelo governo federal. Em agosto de 1978 desligou-se do cargo de governador para disputar uma cadeira na Câmara Federal, tendo sido eleito.
Em 1982, ele assumiu novamente o cargo de governador. Em 1994, ele foi eleito com a maior votação para o cargo no país. Entretanto, no fim do governo enfrentou uma grave crise e atrasou o pagamento dos servidores públicos estaduais por oito meses. Sofreu impeachment e teve que deixar o cargo, o episódio ficou conhecido como o “17 de julho”.
Por: G1-AL

Compartilhe :

veja também

últimas notícias


Entre em contato

ara.noticia@hotmail.com


www.aranoticia.com - Todos os direitos reservados. © 2017