Reformulação garante economia de R$ 1 milhão por mês à Casal

Fotos: Adaílson Calherios e Tércio Cappello
Arrumar a casa. Diminuir despesas. Projetar novas metas. Essas têm sido as principais tônicas da nova gestão da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), desde o início de 2015. Na continuação da série que traz o balanço dos seis primeiros meses do governo Renan Filho, a Agência Alagoas agora traz uma conversa com o diretor presidente da Companhia, Clécio Falcão.

Entre os principais fatores apontados pelo gestor, está a redução nos valores dos contratos firmados, bem como o planejamento de levar água de qualidade para todo o Estado. Atualmente, são 77 municípios abastecidos com água da Casal. A missão, segundo Falcão, é atingir os 100% de cobertura no mais curto espaço de tempo.
Para isso, medidas começaram a ser tomadas desde os primeiros dias de trabalho. Todos os contratos firmados nos últimos anos passaram a ser revistos. Excessos foram cortados, gastos recalculados. Falcão revelou que, após seis meses, números expressivos começaram a aparecer.

De acordo com o gestor, a reformulação interna fez com que a Casal economizasse aproximadamente R$ 1 milhão por mês.

“Nós percebemos, nos primeiros meses, que a empresa tem uma capacidade de arrecadação muito maior do que era. Estamos trabalhando forte nesse sentido para aumentarmos essas receitas. Em junho, estamos atingindo um número de redução de contratos na faixa de R$ 1 milhão por mês, por conta dessa revisão dos contratos. Toda a economia vai ser revertida na área operacional, priorizando serviços que nos façam aumentar a arrecadação”, contou.

Dentre esses serviços previstos está a expansão no fornecimento de água também no interior. Desde o fim do último ano, Arapiraca, por exemplo, passou a contar com uma ampliação na distribuição em virtude da Adutora do Agreste, erguida graças a uma Parceria Público-Privada (PPP).

O novo sistema é composto por uma estação de captação, adutora, reservatórios, elevatória e uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA), e tem potencial para atingir cerca de 400 mil pessoas da cidade e também no entorno da região.

“Agora o foco das nossas atenções está no abastecimento completo do município e das áreas vizinhas. Nós atendemos 77 municípios, mas queremos universalizar.
Estamos tratando com as prefeituras, para nos adequarmos às legislações. Em Pão de Açúcar, por exemplo, estamos com conversas avançadas”, revelou.


Recuperação de sistemas

Corrigir os problemas também faz parte do planejamento 2015 da Casal. Clécio Falcão explica que, em alguns municípios, principalmente em Maceió, o cenário encontrado não era dos mais positivos.

Sistemas foram encontrados sucateados, tubulações com defeitos, dentre outros problemas que dificultavam a prestação de serviço. Porém, o gestor garante que medidas emergenciais foram tomadas para solucionar estas demandas.

“Estamos trabalhando fortemente na recuperação dos sistemas operacionais, que nós encontramos bastante sucateados. Estamos realizando estudos, diagnósticos e já temos posicionamentos que nos permitam formular ações para realizar esses reparos. Identificamos também as carências do setor comercial para que possamos direcionar ações que resolvam os problemas sem que sejam geradas grandes despesas para a Companhia”, adiantou.


Dentre os sistemas citados por Falcão, está o do esgotamento da região da orla marítima. Nos últimos meses, a Casal acelerou o processo de duplicação de toda a tubulação da rede coletora que, quando concluída, vai poder expandir a oferta para bairros onde antes não contavam com sistema de esgoto.

“O esgotamento da Pajuçara está sendo feito há anos para que exista essa diminuição. O esgoto coletado vai até a estação suspensa da Praça Lyons, que, de lá, vai até a estação da Praça 13 de Maio, para só então ir para o emissário submarino. Antes, só tínhamos alcance até as imediações da antiga Avenida Jatiúca. Desse ponto até Jacarecica, não havia. Mas agora vai ter. Para fortalecer esse fluxo, estamos licitando uma obra de construção de uma linha expressa para suprir essa demanda até dezembro”, projetou.


Projeto Meirim

Criado com a missão de fortalecer o abastecimento da capital, o Projeto Meirim consiste na ampliação do Sistema Pratagy. Segundo Falcão, quando concluída, a estação vai aumentar em 40% a produção de água no município. Os investimentos, na ordem de R$ 100 milhões, foram adquiridos junto ao Ministério das Cidades, também com contrapartida estadual.
Desta forma, a Casal não só melhora a qualidade de vida dos maceioenses, como também preserva os aquíferos subterrâneos, já que boa parte da população que vive na parte alta da cidade se utiliza de poços artesianos para terem água nas torneiras. A previsão é que a implantação do Projeto Meirim ocorra em 18 meses.

Além da parte alta, a Casal também está revendo contratos para aumentar a oferta da rede coletora na região do Farol que, segundo o diretor-presidente da Casal, é uma das maiores demandas da capital.

“Estamos nesse momento fazendo uma profunda análise para saber da viabilidade deles para, caso seja necessário, atuar na formulação de outros que sejam mais viáveis. A região do Farol tem uma população maior, com vários prédios, que aumentam a necessidade de ampliação da rede coletora. Há dificuldade de tratamento dos efluentes, por isso estamos tratando essa questão com mais urgência”, concluiu.

Por: Agência Alagoas 

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