Saúde alerta sobre medidas de controle para leishmaniose

Fotos: Divulgação e Carla Cleto
A leishmaniose é uma zoonose que afeta os animais silvestres e domésticos, a exemplos dos cães e gatos, e pode ser transmitida ao homem, por meio de picadas do mosquito-palha phlebotomina. Por isso, segundo a gerente de Controle de Zoonoses e Vetores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Silvana Tenório, é importante que a população adote medidas de prevenção da doença, que exige cuidados específicos.

Isso porque, de acordo com Silvana Tenório, o mosquito-palha phlebotomina se alimenta de sangue de animais e de humanos, para desenvolver seus ovos. Assim, caso o sangue contendo parasitas leishmania for sugado de um animal ou de um humano, a próxima pessoa que for picada também será infectada e desenvolverá a leishmaniose.
Para se prevenir da doença, a população das áreas endêmicas deve usar mosquiteiros de malha, além de repelente ao entardecer e amanhecer. “É importante, também, evitar contato com rios e igarapés, não construir casas em encostas e próximas a matas, além de galinheiros próximos a residências e podar árvores muitos frondosas, uma vez que o mosquito se adapta muito bem a ambientes úmidos e ricos em matéria orgânica”, informou a gerente da Sesau.

Silvana Tenório explicou que existem dois tipos de leishimaniose:                                          a tegumentar, que provoca lesões na pele; e a visceral, que é mais grave, porque pode levar a óbito, se não for diagnosticada e tratada precocemente. As lesões na pele do tipo tegumentar podem levar à destruição das mucosas; já o tipo visceral apresenta sintomas como febre, palidez, aumento da barriga, acometendo o fígado e o baço.

E para que o diagnóstico e tratamento dos pacientes com a doença seja eficaz, a Sesau tem capacitado os médicos, enfermeiros e agentes de endemias dos municípios alagoanos. “Outra medida adotada pela Sesau é o controle químico, através da borrifação das casas, após a detecção da presença do vetor por meio de avaliação”, explicou a gerente de Controle de Zoonoses e Vetores da Sesau.


Fornecido pelo Ministério da Saúde, o medicamento é distribuído aos pacientes pela Sesau. Confirmado o diagnóstico para leishmaniose, o paciente tem acesso ao medicamento através do médico que realizou o diagnóstico.


Casos 


Conforme dados oficiais do Sistema de Notificação de Informação Compulsória de Agravos (Sinan) do Ministério da Saúde, em 2014 o Estado de Alagoas apresentou 44 casos de leishmaniose visceral. Em 2015, foram 28 casos de leishmaniose visceral. Os municípios com maior incidência desse tipo da doença são: Palmeira dos Índios (quatro casos); Maceió e Minador do Negrão (três casos, cada); e Estrela de Alagoas, Marechal Deodoro, Piranhas e Senador Rui Palmeira (dois casos, cada).

Já os casos de leishmaniose tegumentar apontaram 22 casos em 2014. Em 2015, esse tipo da doença apresentou 76 casos, sendo 39 em Novo Lino, oito em Colônia Leopoldina e sete em União dos Palmares.


Por: Agência Alagoas 

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