Helicóptero que caiu em Maceió tinha licença para voar até 2020, diz Anac

Grupo vistoria escombros da aeronave que caiu na manhã da quarta-feira (23), em Maceió (Foto: Jonathan Lins/G1)
Foto: Jonathan Lins/G1
helicóptero que caiu na manhã desta quarta-feira (23) no bairro da Santa Lúcia, em Maceió, estava com o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) regular, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O documento acompanha a situação da aeronave e indica se ela estava apta para voar. Os quatro militares que estavam a bordo da aeronave morreram.

A reportagem do G1 consultou nesta tarde o RAB da aeronave, que tinha capacidade para até 6 pessoas.
Comando da Polícia Militar lamenta morte dos quatros militares em acidente (Foto: Reprodução/Polícia Militar)
Foto: Reprodução/PM
De acordo com o documento, a aeronave de modelo 206L-3 e prefixo PP-ELA, do Gabinete Militar do Governo do Estado de Alagoas, possuía licença para voar até agosto de 2020 e Inspeção Anual de Manutenção (IAM) com validade até agosto de 2016.
O coronel André, do setor de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, informou, ainda no local do acidente, que a aeronave era de 1992, mas estava em perfeitas condições. "O que importa são as condições da aeronave e as substituições das peças". Ele disse também que a perícia do acidente ficará a cargo da Aeronáutica.
Morreram na tragédia o major do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) Milton Carnaúba Gomes Paiva, o capitão da Polícia Militar (PM) Mário Henrique de Assunção e os soldados da PM Marcos de Moura Pereira e Diogo de Melo Gonzaga.
Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, onde devem ser submetidos a exames para identificação. Somente depois desse procedimento é que devem ser liberados para sepultamento.
A viúva do capitão Assunção foi ao local do acidente. Bastante abalada, ela disse que "ele morreu fazendo o que mais gostava".  Segundo Simone Assunção, o capitão tinha 23 anos de polícia e "muito orgulho farda".
A PM cancelou a programação prevista para os próximos dias até domingo (27). A prefeitura de Maceió decretou luto oficial de três dias. Em nota oficial, o governo do Estado também lamentou a tragédia e adotou o mesmo procedimento.
"Tinham dois pilotos experientes [a bordo], dois tripulantes, todos militares. Estamos muito surpresos com o que aconteceu, mas vamos aguardar as investigações para determinar o que verdadeiramente aconteceu", afirmou o governador Renan Filho (PMDB) ao ressaltar que o Estado vai prestar total apoio às famílias das vítimas.
 
Investigações
A assessoria de comunicação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), disse que uma equipe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA II) foi encaminhada para o local do acidente para coletar dados e evidências que possam apontar os fatores que contribuíram para o acidente, procedimento chamado de Ação Inicial.

Ainda de acordo com a Cenipa, após os técnicos levantarem fotos, áudios, vídeos e diversos outros elementos necessários para esta primeira etapa da perícia, será iniciada a análise dos dados e só então será produzido um relatório final, que deve ajudar a esclarecer o acidente.
A Cenipa informou ainda que o objetivo da perícia também é prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram.
Por: G1 -AL

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