Vídeo:Dilma 'Se cometemos erros – e isso é possível – vamos superá-los'

A presidente Dilma Rousseff admitiu nesta segunda-feira (7), em vídeo pelo Dia da Independência divulgado em redes sociais, a possibilidade de ter cometido erros, mas disse que, se isso aconteceu, vai superá-los. Ela também afirmou que o país passa por "dificuldades" superáveis e pediu união para atravessar o período.

Neste ano, em razão das crises política e econômica e de panelaços em pronunciamentos anteriores, o governo decidiu não fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão no 7 de Setembro – somente por meio de vídeo das redes sociais.

"O que eu quero dizer, com toda a franqueza, é que estamos enfrentando os desafios, essas dificuldades, e que vamos fazer essa travessia. Se cometemos erros – e isso é possível – vamos superá-los e seguir em frente", disse a presidente.


Diferentemente de outros pronunciamentos, a mensagem foi difundida somente na internet, e não em cadeia de rádio e televisão. O mesmo foi feito no Dia do Trabalhador, em 1º de maio.


"Também sei que a união em torno dos interesses de nosso país e de nosso povo é a força capaz de nos conduzir nessa travessia. Devemos nessa hora estar acima das diferenças menores, colocando em segundo plano os interesses individuais ou partidários", disse.



No vídeo, Dilma atribui a os atuais problemas a gastos feitos pelo governo para manter emprego e a renda dos trabalhadores, bem como investimentos e programas sociais. "Agora temos de reavaliar todas essas medidas e reduzir as que devem ser reduzidas".



A presidente também relacionou parte dos problemas à crise internacional. "Ninguém que seja honesto pode negar isto. Está visível que a situação em muitas partes do mundo voltou a se agravar, atingindo agora os países emergentes. Países importantes, parceiros do Brasil, tiveram seu crescimento reduzido e foram atingidos pela crise internacional", afirmou.



Dilma também mencionou "tragédias de natureza humanitária", se referindo à imigração de refugiados sírios em massa para a Europa. Depois, disse que o Brasil está de "braços abertos" para recebê-los. "Mesmo em momentos de dificuldade, de crise, como o que estamos passando, teremos os nossos braços abertos para acolher os refugiados".

Sem especificar, a presidente defendeu as medidas que o governo vem tomando para "botar a casa em ordem reduzir a inflação por exemplo". Disse que se sente "preparada" para fazer o país voltar a crescer. "Nós queremos um país com a inflação sob controle, juros decrescentes, renda e salários em alta", declarou.


Ao final, ao falar de independência, Dilma defendeu a democracia no país.



"É neste dia que reafirmamos aquilo que uma nação ou povo tem de melhor: a capacidade de lutar e a capacidade de conviver com a diversidade. Tolerante em face às diferenças, respeitoso na defesa das ideias, sobretudo firme na defesa da maior conquista alcançada e pela qual devemos zelar permanentemente: a democracia e a adoção do voto popular, como método único e legítimo de eleger nossos governantes e representantes", disse.

Por: G1

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