Renan Filho conhece histórias de vidas renovadas pela Rede Acolhe

Fotos: Márcio Ferreira
Das sombras à luz. Vinte mil vidas assistidas pelo programa estadual de recuperação de dependentes químicos sentiram na pele essa experiência. A Rede Acolhe coleciona provas de que é possível devolver a vida a quem esteve no ‘fundo do poço’.

Na manhã desta segunda-feira (7), o governador Renan Filho conheceu histórias inspiradoras que servem de incentivo para outros com a mesma realidade de vida e com a mesma força de vontade de recomeçar.

Noventa por cento dos 20 mil assistidos pela Rede Acolhe poderiam estar abarrotando as cadeias alagoanas. Pessoas como Marcos Antonio Pereira dos Santos, dez vezes campeão alagoano de salto em distância, teve que interromper sua promissora carreira por força do crack.
“Perdi tudo, família, o pouco que eu tinha, vendi tudo, tive que mendigar, saí do esporte, mas, graças ao Acolhe, pude voltar. Depois de dois meses de recuperação já me senti com forças para deixar o vício”, testemunhou o jovem, que hoje sonha com uma vaga na seleção olímpica de salto.
 
O sonho de Ícaro de Marcos Antonio, de voar e voar cada vez mais alto, só foi possível após o seu tempo na Comunidade Mãos de Alagoas, do município de Viçosa. De volta ao que faz de melhor, ele se tornou campeão Norte/Nordeste em salto à distância e inspira outros jovens, como Alecssandro Alves dos Santos – ele foi o acolhido de número 20 mil - e foi mais um que mostrou por A mais B que é possível recuperar vidas e contar uma nova história por meio da Rede Acolhe.

“Depois de diversas recaídas, hoje estou aqui dando meu testemunho”, confirmou Alecssandro, acalentado pela mãe, Nedja Alves. Emocionada, ela representou milhares de mães que sofrem e “morrem” junto com os filhos ao perderem a guerra para o tráfico, mas ela mostra que é possível vencer. “Graças a Deus estamos aqui para contar história”, comemorou Nedja Alves.

Isso, na verdade, é oferecer oportunidades. O governador Renan Filho ressaltou a importância e a necessidade de o Estado abrir as portas para uma nova oportunidade para quem um dia se desviou do caminho de uma vida saudável e tranquila.
Em cada um dos presentes ao Centro de Convenções nesta segunda-feira, há um campeão, segundo Renan Filho. “É esse campeão, como o Marcos Antonio, que devemos despertar em cada um. Seja em que área for. A palavra-chave é oportunidade. Temos, como Estado, oferecê-la a vocês. Estamos, verdadeiramente, acolhendo, fornecendo diversas ‘segundas-chances’”, disse o governador, ao se referir aos assistidos pelas 32 comunidades terapêuticas em funcionamento no Estado de Alagoas.

As 32 comunidades compõem a maior rede de acolhimento do Brasil. Nenhum estado da Federação dispõe de uma rede tão completa, assegura o secretário de Estado da Prevenção à Violência, Jardel Aderico. A missão, a partir de agora, é criar um modo de estender a recuperação dos dependentes químicos ao Sistema Penitenciário.
“Vamos tirar dos presídios os dependentes que estão no regime semiaberto e colocá-los, com tornozeleiras, em comunidades terapêuticas, para igualmente recuperá-los”, confirmou o governador. Para manter a Rede Acolhe em 2016, estão garantidos R$ 5 milhões, do Fundo Estadual de Erradicação e Combate  à Pobreza (Fecoep).

Como coroação pelo trabalho dedicado, o ex-dependente químico Emerson França não se conteve e pediu a palavra para agradecer pessoalmente ao governador Renan Filho por ter mantido o programa de acolhimento e, assim, ter salvo a vida dele e de outros milhares de Emersons, Marcos Antonio e Alessandro. 

Por: Agência Alagoas 

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