Casal reforça equipes para retirar vazamentos em Arapiraca

Arapiraca vem recebendo atenção especial pelo crescimento acelerado das demandas relacionadas, principalmente, a água, tendo em vista a explosão habitacional da cidade
Foto por: Ascom
Oito equipes de técnicos disponibilizadas pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) percorrem as ruas de Arapiraca, diariamente, para retirar vazamentos de água. A medida se fez necessária após a entrada em operação do Novo Sistema Adutor do Agreste, que aumentou a pressão de água na rede.
 
O reforço no trabalho de retirada de vazamentos aconteceu após a contratação de uma empresa exclusivamente para esse tipo de serviço, conforme explicou o presidente da Casal, Clécio Falcão. Ele disse que Arapiraca vem recebendo atenção especial pelo crescimento acelerado das demandas relacionadas, principalmente, a água, tendo em vista a explosão habitacional da cidade.
 
De acordo com o vice-presidente de Gestão Operacional da companhia, Francisco Beltrão, que visitou a cidade nesta sexta-feira (22), os vazamentos podem ocorrer tanto pelo aumento da pressão na rede quanto pelo desgaste natural dos encanamentos provocado pela ação do tempo.
 
“A pressão da água é boa até certo ponto. Em alguns casos, precisamos instalar válvulas reguladoras dessa pressão”, comentou Beltrão, que também lembrou o número de telefone disponibilizado pela Casal para todos os moradores de Arapiraca e dos demais municípios da região Agreste que precisem informar algum vazamento de água: (82) 3215-4100. “Queremos a população de Arapiraca e região como nossa parceira no combate ao desperdício e também ao furto de água”, completou o vice-presidente.
 
Ele também ressaltou que cerca de 70% das obras do sistema de esgotamento sanitário de Arapiraca estão sendo concluídas e que, quando o sistema estiver finalizado, será repassado pela Prefeitura para a Casal operar. “Arapiraca já terá um sistema com abrangência bem maior que o de Maceió, por exemplo, cuja cobertura é abaixo de 40%”, salientou.
 
Baixa vazão do São Francisco
 
De acordo com o vice-presidente da companhia, a redução da vazão do rio São Francisco, que passou de 1.300 metros cúbicos por segundo para 800 metros cúbicos por segundo, afeta o trabalho da empresa e o abastecimento de um terço da população do estado, ou seja, cerca de um milhão de habitantes que estão no Sertão, na Bacia Leiteira e no Agreste. Segundo ele, as captações de água no leito do rio estão operando com deficiência.
 
“Em Traipu, onde fica a captação do Novo Sistema Adutor, por exemplo, nós temos quatro bombas, mas há alguns dias estávamos operando com apenas uma delas, ou seja, 25% da capacidade. Agora foi que voltamos a operar com as quatro por conta das chuvas dos últimos dias, mas essa não é a situação ideal e isso não depende da Casal”, pontuou Beltrão.

Segundo ele, a vazão do rio é controlada na represa de Xingó pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). O assunto foi tratado pelo presidente da Casal, Clécio Falcão, em reuniões mantidas no Ministério da Integração Nacional e na Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, no início deste ano. Ele fez um apelo aos órgãos federais parceiros, especialmente ao Ministério da Integração Nacional, no sentido de liberar recursos na ordem de R$ 7 milhões para que a Casal faça as adequações necessárias em suas estações de captação de água, de modo a poder operar os sistemas mesmo com a redução da vazão do rio.
 
“No contato com o secretário Oswaldo Garcia, da Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, entregamos cópias dos ofícios encaminhados pela Casal em outubro e dezembro do ano passado, e reforçamos a necessidade de liberação dos recursos”, informou Clécio Falcão. Após estas tratativas, o Ministério da Integração sinalizou com a liberação de R$ 3 milhões para serem investidos na readequação das captações, tendo inclusive solicitado um plano de trabalho para aplicação desses recursos, o que já foi atendido pela Casal.

Por: Agência Alagoas 

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