Vigilância Sanitária Estadual alerta sobre riscos da interação medicamentosa

A interação medicamentosa é uma reação observada à administração de uma combinação de medicamentos, alimentos, bebidas ou agentes químicos que divergem dos efeitos esperados
Foto: Olival Santos
Misturar medicamentos com bebidas é perigoso? E com leite? Para tirar essas e outras dúvidas a Vigilância Sanitária Estadual orienta a população como evitar riscos à saúde. Primeiro passo que deve ser adotado é adquirir o remédio em farmácias credenciadas, evitando falsificações que podem não gerar os efeitos desejados ou ainda provocar reações adversas.
O diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, explicou que a interação medicamentosa é uma reação observada à administração de uma combinação de medicamentos, alimentos, bebidas ou agentes químicos que divergem dos efeitos esperados.
“O paciente deve seguir à risca as orientações médicas, respeitando o horário, dosagem e forma de administração de cada remédio”, destacou Bezerra. O diretor alertou ainda que a interação medicamentosa errada representa um dos maiores problemas de saúde para a população podendo causar alergias, intoxicações, convulsões, dores, coma e até o óbito.
Os medicamentos podem interagir com outros medicamentos, alimentos, bebidas alcoólicas e qualquer agente químico. “A mistura pode diminuir, anular ou potencializar os efeitos do remédio”, alertou. Paulo Bezerra lembrou ainda que todo remédio possui efeitos colaterais e que o médico transcreve uma receita avaliando os ganhos em relação aos efeitos adversos. 
Exemplos – Um dos exemplos mais comuns de interação incorreta de medicamentos está na mistura de anticoncepcionais com antibióticos que podem diminuir o poder de ação dos anticoncepcionais. “As mulheres devem sempre informar aos seus médicos que remédios estão utilizando para evitar situações como essa”, ressaltou o diretor. 
Outra mistura que diminui a ação do medicamento é a de antibióticos com antiácidos. Paulo Bezerra lembrou que além da mistura de remédios o paciente deve observar a combinação com alguns tipos de alimentos.
“Remédios à base de tetraciclina não devem ser misturados com leite que tem o poder de cortar o efeito da medicação. Outro erro comum é a mistura de antifúngicos com alimentos gordurosos que potencializam a ação da droga podendo causar danos à saúde”, lembrou.
O álcool também é um fator de risco na sua interação com medicamentos devendo ser evitado especialmente na mistura com antibióticos, antidepressivos. A psiquiatra Rosimeire Rodrigues reforçou o alerta sobre essa combinação perigosa. Ela ressalta que o álcool atua no sistema nervoso modificando o comportamento.
“A interação do álcool com antidepressivos pode provocar comportamentos extremos e imprevisíveis. Além disso, o álcool pode ampliar os sintomas da depressão no dia seguinte ao consumo”, destacou a médica reforçando, ainda, que por medida de segurança o álcool não deve ser consumido em conjunto com nenhum tipo de medicamento. 

Paulo Bezerra destacou que o paciente deve expor todas as suas dúvidas ao seu médico que vai orientá-lo sobre como proceder durante o tratamento.  “Antes da utilização de um remédio o paciente deve informar ao seu médico todos os medicamentos que utiliza, sejam eles sintéticos, fitoterápicos ou chás, por mais simples que possam parecer”, lembrou.

Cuidados na direção – O motorista também deve observar os efeitos de determinadas substâncias antes de assumir a direção de um veiculo. De acordo com Paulo Bezerra, todo motorista deve estar com a sua coordenação motora, acuidade visual e auditiva, percepção de perigo, autocontrole e senso de responsabilidade.
“Drogas como sedativos, anti-histamínicos e analgésicos afetam os reflexos e a percepção da pessoa. O motorista deve esperar até o efeito da droga se dissipar completamente para dirigir”, explicou, destacando ainda que o consumo de álcool antes de dirigir é um crime, previsto no código penal, coloca em risco a integridade física do motorista, passageiros e pedestres.

Por: Agência Alagoas 

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