Corrida é recomendada por especialistas para trazer benefícios para saúde

Para manter a saúde, o ideal é correr de duas a três vezes na semana, com duração entre 20 a 60 minutos
Foto: Carla Cleto
A corrida é uma atividade que tem ganhado cada vez mais adeptos. Além de melhorar o condicionamento físico e tonificar os músculos, ela é eficiente para quem quer se livrar dos terríveis pneuzinhos. Uma modalidade que deixa você de bom humor e cheio de energia para encarar a vida como deve ser.

Segundo o profissional de Educação Física Everton Carnaúba, da Gerência de Atenção Primária (GAP) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), os benefícios da corrida são muitos. Em relação à composição corporal e aptidão física, a modalidade utiliza mais a gordura como fonte energética e, assim, auxilia na diminuição de peso. Melhora a ansiedade e tensão, a qualidade do sono, a capacidade cardiovascular e pulmonar, os níveis de colesterol, a força dos membros inferiores, a redução da osteoporose e diminuição da pressão sanguínea.

A corrida movimenta com praticamente todos os músculos do corpo humano, mas os mais exigidos estão localizados nos membros inferiores. As pernas - onde está localizada a musculatura mais importante - garantem a impulsão e sustentação no momento da corrida. Já os músculos do tórax são responsáveis pelo equilíbrio do corpo, enquanto as fibras dos braços ajudam também a dar estabilidade e facilitar o impulso.
Carnaúba orienta que, antes de correr, é preciso checar a saúde com avaliações médica e física. A primeira é indicada para detectar problemas que possam limitar ou contraindicar a execução de determinados exercícios.

As avaliações são importantíssimas para saber se o indivíduo possui sintomas silenciosos que, muitas vezes, não são levados a sérios, como doenças cardiovasculares, pulmonares e no aparelho locomotor. É por meio delas que o indivíduo é considerado apto ou não a realizar atividade física”, disse o educador.

Após a avaliação, o médico esportivo ou clínico, se julgar necessário, pode encaminhar o paciente para um cardiologista. O ideal é se submeter a um teste de esforço, como o ergométrico ou o ergoespirométrico, já que são exames que detectam alterações e reações do coração.

Já a avaliação física tem o objetivo de medir a capacidade funcional e a partir dela estabelecer um nível de treinamento. Nela é feita uma checagem do histórico de saúde do paciente e, normalmente, pede-se um teste de resistência, de esforço e de flexibilidade.

De acordo com especialistas, o bom desempenho da corrida depende também do tênis e da roupa utilizada para a prática do esporte. As roupas de baixo masculinas são confeccionadas para serem vestidas junto ao corpo. Elas proporcionam um efeito underwear muito leve e compacto, que alia a alta capacidade de absorção do suor à rápida dispersão da umidade, além de garantir suporte muscular e facilidade dos movimentos. Conta, ainda, com fator de proteção solar anti-UV.

Já para as corredoras, o ideal é o uso de um top adaptado à prática esportiva. Os moldes proporcionam um conforto máximo durante o esforço, garantindo a sustentação reforçada, a facilidade dos movimentos e a absorção dos choques.

Um tênis de qualidade é essencial para envolver o pé e protegê-lo do impacto, mas também para aperfeiçoar os resultados do atleta, que poderá correr mais rápido e, consequentemente, em maior tempo, sem ter que se preocupar com eventuais ferimentos. Cada tênis de corrida é desenhado para um tipo específico de corredor. Quando for escolher um calçado, leve em conta a frequência do seu treinamento e o nível de desempenho. Por isso, um tênis deve ser confortável, de modo que não fique muito justo nos dedos.

A pronação (movimento de rotação interna dos pés e pernas) é um dos maiores problemas que acomete o desempenho dos corredores. Mais de 90% dos atletas são pronadores em maior ou menor grau, uma vez que essa rotação medial (para dentro) provoca ou está relacionada com a maioria das lesões sofridas nos membros inferiores e costais, tais como a tendinite aquilinina, a tendinite do trato iliotibial e fascite plantar, segundo o ortopedista Rogério Barbosa.
Outro fator que na maior parte das vezes acaba sendo ignorado pelos corredores, mas que é de suma importância, é fazer um aquecimento correto e um bom alongamento. Isso também evita futuras lesões. O mercado oferece ótimas opções. Se você realmente pega o gosto pelo esporte, vale adquirir um par que se encaixe na sua pisada, que pode ser pronada, supinada ou neutra”, recomendou.

De acordo com Carnaúba, a duração de uma corrida vai depender do nível de aptidão do corredor. Para iniciantes, o ideal é a corrida de resistência, uma vez que ela estimula o avanço gradual, sem que haja esforço físico excessivo. Por exemplo: se o praticante anda por três minutos, os outros dois devem ser correndo. “À medida que o indivíduo for se tornando mais forte, ele será capaz de correr mais depressa e manter o ritmo de corrida por mais tempo, com menor esforço”, ensinou ele.

O ideal é correr de duas a três vezes na semana, com duração entre 20 a 60 minutos, o que acaba sendo muito pouco para corredores de nível moderado para cima, pois os efeitos de uma sessão se perdem até que a próxima seja realizada, ao passo que treinar muitas vezes na semana não permite que o organismo se recupere entre uma sessão e outra. “Um indivíduo cansado sobre a esteira ou correndo na rua sempre vai render menos”, ele avaliou.

Por: Agência Alagoas 

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