Danças Circulares fortalecem emoções entre crianças e adolescentes de Arapiraca

Danças Circulares são uma das estratégias psicopedagógicas da Metodologia Liga Pela Paz para promoção da harmonia, do respeito, da leveza, da beleza, da serenidade e do bem-estar consigo e com o outro
Fotos: Lucas Vasconcelos
Um grande círculo feito de mãos dadas que recebem e doam energia formou-se ao ar livre no pátio da Escola de Ensino Fundamental 31 de Março, em Arapiraca. Tudo para celebrar “as cores da terra, do céu e do mar”, versos de “Vida Colorida”, uma das canções da Metodologia Liga Pela Paz.
Este grande arco das emoções há cerca de quatro meses também tem se formado nas salas de aula, sempre que o dia é voltado ao programa de Educação Emocional e Social implantado na rede municipal de ensino da cidade, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), Prefeitura de Arapiraca e organização Inteligência Relacional.
Com a palma esquerda da mão para cima a sinalizar abertura, enquanto a palma da direita indica doação ao emborcar o peito da mão, alunos do 1º ao 7º ano da escola dançavam e cantarolavam as músicas da Liga Pela Paz, como fazem quando é proposto pelos professores ao final de cada aula da metodologia em uma despedida festiva.

As Danças Circulares são uma das estratégias psicopedagógicas da Metodologia Liga Pela Paz para promoção da harmonia, do respeito, da leveza, da beleza, da serenidade e do bem-estar consigo e com o outro.
Quando dançamos em círculo, além de tudo isso, promovemos também a valorização do todo e de cada indivíduo. Não há hierarquia em uma roda de dança. Todo mundo se vê em um círculo e as trocas de olhares são mais inteiras de um ser humano para outro”, afirma a Líder de Conteúdo da Área Pedagógica, Maria Tereza Belchior. Tudo exala igualdade a partir das diferenças.

Temos vivenciado momentos positivos com a Educação Emocional e Social, como a consciência das emoções por parte dos alunos, mas também dos professores, que também estão aprendendo a lidar e a diferenciar suas próprias emoções”, declara a coordenadora da Escola 31 de Março, Gracielly Maria. Ela ainda completa: “sobre as Danças Circulares, os alunos adoram”.

Em média, a 31 de Março tem 750 alunos divididos em três horários, dentre eles educandos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que indiretamente também estão sendo beneficiados com a Metodologia Liga Pela Paz, uma vez que, segundo a coordenadora Gracielly Maria, as professoras usam algumas estratégicas psicopedagógicas do programa para melhorar o aprendizado e as inter-relações em sala de aula com os alunos do EJA.

Segundo o professor Rogério de Souza, do 3º ano da escola, depois que a Metodologia Liga Pela Paz foi implantada, ele tem notado seus alunos mais solidários e companheiros uns com os outros e acredita que o programa “veio para ficar”, tal qual as Danças Circulares presentes em todas as culturas e em cada indivíduo entregue aos movimentos das palavras que não se dizem, mas se cantam e se dançam.
Por: Agência Alagoas 

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