Órgão de Tecnologia da Informação do Estado completa 39 anos

Fitas, disquetes, cartões perfurados em contraponto aos novos computadores
Fotos: Kleber Lopes e Acervo Itec
O ano era 1977. Alguns bairros de Maceió tinham tanta vegetação e areais quanto ruas asfaltadas e muitos ainda eram simples em termos de urbanização; logo, tecnologia usada da maneira que conhecemos hoje no Estado era apenas sonho distante e assunto de cinema.

Foi nesse cenário que aconteceu a inauguração do antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (CPD). Já tendo sido Instituto de Processamento de Dados (IPD) e hoje Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec), o órgão, que agora integra o sistema da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti), é um dos propulsores da inovação no Governo, contribuindo em modernização para uma nova Alagoas.
O evento de lançamento do CPD mereceu apenas uma nota pequena da coluna “Informe Geral” do extinto Jornal de Alagoas, de 15 de julho de 1977. O tamanho do informe é proporcional ao interesse e conhecimento na época da sociedade alagoana sobre o mundo dos dados e tecnologias computacionais, assunto até então restrito a poucos entendidos e ao ambiente institucional.
 
A criação do Centro, porém, foi uma continuidade da história da informática pública no Estado, que iniciou em 1970, com a Fundação Instituto de Tecnologia e Pesquisas de Alagoas (Fitepal), órgão extinto em 1975. Neste mesmo ano, foi instituído um grupo de trabalho na Seplan para encontrar alternativas para os serviços na área de processamento de dados estaduais, de onde saiu o Conselho Estadual de Processamento de Dados (Conep).

Do desdobramento dessas ações surgiu o CPD. Para criá-lo, o Governo uniu-se ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), por meio de convênio e por intermédio da Secretaria de Planejamento (Seplan).

“Comecei a trabalhar no órgão em 1977. Na época, os computadores eram de grande porte, e toda digitação era feita com  cartões perfurados, conferidos e depois processados, gerando os relatórios da folha de pagamento, que eram colocados em caixas e levados para os respectivos órgãos do Poder Executivo” lembrou Alberto Paes, gerente de Operações do Itec.
O CPD durou até fevereiro de 1980, com o término do convênio entre Serpro e Seplan. O Estado, no intuito de dar continuidade ao processo de informatização dos seus serviços, absorveu o parque tecnológico e todo o material humano preparado pela Serpro, surgindo, então, no dia 1º de março de 1980, o Instituto de Processamento de Dados do Estado de Alagoas (IPD), órgão ligado à antiga Fundação Instituto de Planejamento (Fiplan), vinculada à Secretaria de Planejamento.

O assessor técnico de Sistemas de Informação e Integração Corporativa do Itec, Luiz Eugênio Barroca, iniciou no IPD em 1985. Mesmo lembrando o passado, prefere trabalhar pensando em inovações.

“Entrei no IPD em 1985, como estagiário, aos 22 anos. Passei por alguns cargos como chefe de programação e diretor-presidente. Entendo que devemos olhar o que já passou com naturalidade e alguma saudade, porém, procuro viver o momento atual, trazendo para o presente o melhor possível”, explicou o assessor técnico.

A história do Instituto se mescla à da tecnologia computacional e da informação em Alagoas. Quando surgiram o CPD e depois o IPD, nem mesmo cursos superiores voltados à Tecnologia da Informação existiam em Maceió.
Contudo, em meio a hardwares e softwares, é impossível, claro, dissociar o ser humano de todas essas lembranças. A gerente de Valorização de Pessoas, Tereza Olegário, entrou para trabalhar na instituição ainda no início e acredita que a força do Instituto está principalmente em seu recurso humano.

“A importância das pessoas, ao longo dessas quase quatro décadas, é de grandeza proporcional à energia da juventude dos que construíram o Instituto. Hoje, há projetos e pessoas do Itec que estão aqui e em outros órgãos trabalhando e fazendo progresso para Alagoas na área de Tecnologia” explicou Tereza Olegário.

O IPD, após 22 anos, tornou-se Itec, criado em 2002, por meio de lei estadual, e hoje é órgão especial da administração pública, contando já com sete presidentes em sua galeria. Possui datacenter que permite armazenamento de alta performance dos dados de todos os órgãos do Poder Executivo Estadual, além de fábrica de sítios e de sistemas, projetos de virtualização, de cloud, um núcleo de gerenciamento eletrônico de documentos, entre outras atividades.

Sempre contribuindo para a modernização e inovação nos órgãos e secretarias, o Itec é uma das ferramentas do Governo do Estado para dar aos cidadãos outra perspectiva de trabalho.

“É gratificante ter a oportunidade de vivenciar o Itec completar quase quatro décadas de trabalhos prestados ao Estado e à sociedade. Essa resistência é uma vitória de todos que o construíram e o constroem até hoje. Que esse Instituto possa crescer e se fortalecer cada vez mais. Desejo vida longa” disse o atual presidente, José Luciano dos Santos.

Por: Agência Alagoas 

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