Programa liderado pela Sedetur transforma realidade de agricultores alagoanos

Após o declínio da cultura do fumo, a horticultura se tornou a base econômica de grande parte das famílias que vivem no agreste alagoano
Fotos: André Palmeira
Brócolis, salsinha, alface, couve e cebolinha - tudo agroecológico e orgânico. Assim é a produção de José Edler, que há três anos trabalha como produtor de 18 tipos de cultura no agreste alagoano.  Sua esposa, Claudine Justino dos Santos, e suas duas cunhadas também ajudam na produção de quase dois hectares.

Após o declínio da cultura do fumo, a horticultura se tornou a base econômica de grande parte das famílias que vivem no agreste alagoano, como a de José Edler. Natural de São Sebastião, a 130 km de Maceió, foi num encontro com técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas, durante uma feira na sua cidade, que ele viu a possibilidade de trabalhar com produtos orgânicos.
“Foi através da Sedetur que me capacitei, fiz vários cursos e me preparei para virar um produtor. Hoje, graças a Deus, só trabalho com produtos orgânicos e naturais. O que eu produzo sustenta a minha família e me faz ter uma vida digna”, disse o agricultor.

Desenvolvido pela Sedetur, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Regional e Setorial (Suder), o Arranjo Produtivo Local Horticultura no Agreste atende nove municípios - Arapiraca, Feira Grande, Lagoa da Canoa, Junqueiro, São Sebastião, Taquarana, Limoeiro de Anadia, Palmeira dos Índios e Coité do Nóia - e 222 produtores, organizados em três cooperativas regionais e nove associações.

O APL Horticultura no Agreste produz, por meio de manejo convencional e orgânico, mais de 30 espécies de hortaliças, que representam cerca de 90% das folhosas consumidas no Estado de Alagoas, e abastece ainda parte do mercado de estados vizinhos.

Para o Secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas, Helder Lima, o APL foi fundamental para otimizar os processos de cultivo e a comercialização dos produtos.

“O APL Horticultura no Agreste não só eleva a capacidade de produção da região, mas incentiva o cultivo agroecológico, com a implementação de técnicas modernas que respeitam o meio-ambiente e minimizam os impactos ambientais”, afirmou Helder Lima.

Interiorização do desenvolvimento através do PAPL

Liderado pela Sedetur, o Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL) é uma iniciativa do Governo do Estado, em parceria com o Sebrae/AL, que visa melhorar a qualidade de vida das populações, através da geração de emprego e renda, alicerçado na formação de redes territoriais. Só este ano, Alagoas já conta com 10 mil empreendedores assistidos diretamente em 69 municípios.

A promoção dos Arranjos Produtivos Locais diversifica a estrutura produtiva de Alagoas, através do fomento à criação de novas empresas, incrementa a competitividade sistêmica da economia e, por consequência, melhora as condições de vida dos municípios alagoanos.

Hoje, a região do APL Horticultura do Agreste é a maior produtora de hortaliças do Estado, sendo autossustentável na produção de alface, coentro e cebolinha.
Por: Agência Alagoas 

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