Desconfiança e crise financeira: ASA derruba barreiras durante a Série C

Hellycarlos Albuquerque, presidente do ASA (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Hellycarlos Albuquerque destaca empenho do ASA na Série C (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Os problemas financeiros quase impediram o ASA de participar da Série C do Brasileiro. Faltando pouco tempo para o início da competição nacional, o clube conviveu com incertezas e desconfiança. Com uma montagem rápida do elenco, o Alvinegro entrou na disputa desacreditado e apontava a permanência na Terceirona como principal objetivo.
De início, o grupo foi montado com atletas da casa, do Coruripe e do Santa Rita. Aos poucos, reforços foram chegando e, com os resultados aparecendo, o time derrubou barreiras, afastou a desconfiança e ganhou fôlego para brigar de forma direta entre os favoritos da chave.
Com a crise enfrentada pelo clube, a direção alvinegra adotou a política pés no chão e apostou em uma folha dentro da realidade financeira. Em conversa com o presidente da agremiação, Hellycarlos Albuquerque, o GloboEsporte.com apurou que a folha gira em torno de R$ 180 mil. O mandatário revelou os desafios enfrentados, assegurou que as contas estão em dia e destacou o comprometimento do elenco como ponto chave durante a competição.
Confira trechos da entrevista com o presidente do ASA, Hellycarlos Albuquerque:
Formação do elenco
- O ASA é um clube que continua com os problemas de sempre, de natureza financeira, mas que soube separar as coisas. Nós trouxemos para dentro de campo a entrega, a determinação, a vontade, e tivemos o entendimento que precisamos montar um elenco com atletas que conhecessem a realidade do futebol arapiraquense e a realidade do clube. Temos um treinador que tem uma história muito bonita aqui, que esteve no último acesso, e não é por acaso que o Foiani é o técnico do ASA. 
Folha de pagamento
- Eu não sei de todos que estavam no nosso grupo, mas posso dizer que acredito que dos dez clubes do Grupo A, a folha do ASA seja a mais baixa. Mesmo assim, nós jogamos de igual pra igual com o Fortaleza, com o Remo e com o ABC, que têm folhas bem maiores que a nossa. A nossa gira em torno de R$ 180 mil. 
Realidade
- Nós adotamos a política de fazer o que estava dentro da realidade do ASA. Não vou dizer que o elenco é o melhor tecnicamente, mas dentro das nossas possibilidades montamos um elenco e fizemos com que esses atletas compreendessem a nossa proposta e vissem a verdade, que é o mais importante. Hoje como presidente, eu já me dou por satisfeito pela entrega desse grupo. 
Pendências
- A verdade tem que ser uma constante, independente da profissão. Na minha função dentro do clube do que eu tenho de princípio na medicina eu trouxe para o clube. Eu sempre falei a verdade e colocava para os atletas a situação real do clube. Hoje nós estamos com os salários dos atletas em dia, as despesas em relação à hospedagem e alimentação rigorosamente em dia. Temos também uma série de pendências outras que dependem desse acesso. 
Por: Globo Esporte //  

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